Retornamos as 13:30 h e começamos com os slides Intertextualidade de Ormezinda Maria Ribeiro - Aya - ( professora UNB ).
A apresentação nos possibilitou continuar refletindo sobre o caráter intertextual inerente à produção textual, em qualquer situação. Apresentei também slides explicativos sobre como se constrói a intertextualidade exemplificando os tipos : paráfrase, paródia, alusão, citação, referência, epígrafe pastiche. Discutimos e provoquei o grupo para a efetivação de outra oficina: entreguei duas fábulas : O Escorpião e a Rã e O Leão e o Rato, os dividi em dois grupos, solicitei a leitura das fábulas originais para a construção de paródias. Foi muito interessante , o resultado. Eles estão de parabéns! Fizemos também o relato do Avançando na Prática. Relataram a experiência com a confecção do Dicionário Jovem, baseado no dialeto etário. Dizem ter sido muito prazeroso e enriquecedor para as turmas. Falamos também sobre o caráter protagônico que tem o texto na sala de aula. Sobre como é importante construir repertórios, tanto para produzir, como, sobretudo, para compreender textos. Recitei o poema: O mágico ( Mário Quintana ). Chegamos ao final do dia. Encerramos às 17:00 h. Para mim foi maravilhoso. Estou adorando a turma. A energia é boa, eles querem crescer e vamos crescer juntos! Eis algumas autoavaliações: "Não sou Alice, mas vivi um dia maravilhoso. Compartilhar e criar juntas é sempre um aprendizado maior. " Juciene Barreto " O meu dia hoje foi assim: Cor de rosa, maravilhos, divertido, proveitoso e produtivo." Ivaneide Ferraz " O dia hoje foi de grande proveito. Todas as práticas serão aplicadas na minha sala de aula." Hermivânia Peixoto. Eu termino dizendo: "O homem é do tamanho do que ele vê." (Fernando Pessoa) Agradeço a todos e todas que acreditam no meu trabalho e a minha amiga, irmã: Betânia Soares pela força. Um beijo. Eis as imagens utlizadas na Oficina 1:


Vejamos as produções:
Estou com problemas no scanner da minha impressora , mas logo irei digitalizar estes textos para melhor apreciação. Eles são geniais!
Vejamos , agora , os melhores momentos:
Vejamos algumas das produções na íntegra.
Texto produzido com base na imagem 4
Sendai, 18 de março de 2011
Querida Alice,
Como você está? Eu , particularmente , estou muito assustado com os últimos acontecimentos ocorridos.
Ao contrário do seu país, aqui, não é nenhuma maravilha: os costumes são bem diferentes, os hábitos alimentares têm levado à decadência minha sáude. Já não me encontro com tanta energia como antes.
Sempre fomos campeões em tecnologia, mas o momento aqui vivido é caótico. Imagine que para te escrever, tenho que usar a máquina datilográfica!
Estou ansioso para retornar ao nosso país. Aguardo apenas a liberação dos voos.
Abraços do coêlho desesperado!
P. S. A rainha de copas morreu afogada.
Equipe: Creuza Monteiro, Elizângela Rezende, Hermivânia Peixoto, Ivaneide Ferraz, Vilma Marcolino e Juciene Barreto
Paródia da fábula da Rã e do Escorpião
A Saga da Rã
Quando olhei o fogo ardeno
E o riacho que passava,
Eu já lembrei, eu me lasquei,
Não sei nadar, não vou passar!
Foi aí que vi a rã
E pensei vou me salvar.
Pedi a rã, ela negou,
Eu insisti, ela aceitou.
Já no meio da viagem
Tão feliz que eu fiquei
Foi sem querer,
que o meu ferrão
Quase matou a pobre rã
Que esperta aquela rã
Derrubou o escorpião
E se livrou do seu ferrãoEle morreu, o espertalhão.
Obs. O grupo também aproveitou a melodia da música Asa Branca (Luíz Gonzaga)
Equipe: Mário Maciel, Ailma Pereira, Eliete Lopes e Derisvan Alves
O meu olhar.
Tenho o costumo de andar pelas estradas
Olhando para direita e para esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que eu vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo... creio no mundo como num malmequer, porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele ( pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso, porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
By: Fernando Pessoa.



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