domingo, 20 de março de 2011

Relatório do 2º encontro

Neste dia 18 de março, sexta-feira, nos reunimos na Escola Estadual São Sebastião. A abertura se deu às 8:00 h. Começamos com a leitura deleite:  A Lógica e a Matemática ( crônica humorística ), foi muito interessante! Conversamos sobre como foi feito o estudo individual - em casa- e partimos para a apresentação do texto: O carteiro chegou ! ( Janet e Allan Ahlberg ), apresentação feita em slides. O grupo gostou bastante do texto, que abre precedente para a discussão sobre o caráter intertextual presente em qualquer texto. Discutimos, os perguntei sobre a alusão presente em O carteiro chegou! Que textos foram recuperados? Eles reconheceram: Cachinhos Dourados, João e o Pé de Feijão, Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos e outros contos de fada. Foi maravilhoso voltar ao colo da minha avó e ouvir novamente todas essas estórias. Acho que alguns da turma também fizeram esta viagem no tempo. - Oh que saudade que eu tenho. Da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais - ( ... ) Casimiro de Abreu.  Feito isto,  partimos para a 1ª oficina do dia. Os  dividi em quatro grupos e entreguei imagens para que fossem apreciadas e que pudessem servir de ponto de partida para a construção de textos onde houvesse alusão clara, explícita a outros textos. As imagens e produções, estarão anexas no final deste relatório. O que posso adiantar é que: foi maravilhoso! As produções dos quatro grupos foram fantásticas. De fato, estou em um grupo abençoado! Logo após a apresentação dos grupos, fizemos uma sabatina sobre parte do conteúdo do TP 1: Variação, norma e dialeto. Precisávamos pontuar questões. A apresentação foi feita em slides explicativos . Logo após, fomos ao horário de almoço. 
Retornamos as 13:30 h e começamos com os slides Intertextualidade de Ormezinda Maria Ribeiro - Aya - ( professora UNB ).
A apresentação nos possibilitou continuar refletindo sobre o caráter intertextual inerente à produção textual, em qualquer situação. Apresentei também slides explicativos sobre como se constrói a intertextualidade  exemplificando os tipos : paráfrase, paródia, alusão, citação, referência, epígrafe pastiche. Discutimos e provoquei o grupo para a efetivação de outra oficina: entreguei duas fábulas : O Escorpião e a Rã e O Leão e o Rato, os dividi em dois grupos, solicitei a leitura das fábulas originais para a construção de  paródias. Foi muito interessante , o resultado. Eles estão de parabéns! Fizemos também o relato do Avançando na Prática. Relataram a experiência com a confecção do Dicionário Jovem, baseado no dialeto etário. Dizem ter sido muito prazeroso e enriquecedor para as turmas. Falamos também sobre o caráter protagônico que tem o texto na sala de aula. Sobre como é importante construir repertórios, tanto para produzir, como, sobretudo, para compreender textos. Recitei o poema: O mágico ( Mário Quintana ). Chegamos ao final do dia. Encerramos às 17:00 h. Para mim foi maravilhoso. Estou adorando a turma. A energia é boa, eles querem crescer e vamos crescer juntos! Eis algumas autoavaliações:  "Não sou Alice, mas vivi um dia maravilhoso. Compartilhar e criar juntas é sempre um aprendizado maior. "  Juciene Barreto " O meu dia hoje foi assim: Cor de rosa, maravilhos, divertido, proveitoso e produtivo." Ivaneide Ferraz " O dia hoje foi de grande proveito. Todas as práticas serão aplicadas na minha sala de aula." Hermivânia Peixoto. Eu termino dizendo: "O homem é do tamanho do que ele vê." (Fernando Pessoa) Agradeço a todos e todas que acreditam no meu trabalho e a minha amiga, irmã: Betânia Soares pela força. Um beijo. Eis as imagens utlizadas na Oficina 1:


Vejamos as produções:

Estou com problemas no scanner da minha impressora , mas logo irei digitalizar estes textos para melhor apreciação. Eles são geniais!
Vejamos , agora , os melhores momentos:














Vejamos algumas das produções na íntegra.

Texto produzido com base na imagem 4
Sendai, 18 de março de 2011

Querida Alice,

Como você está? Eu , particularmente , estou muito assustado com os últimos acontecimentos ocorridos.
Ao contrário do seu país, aqui, não é nenhuma maravilha: os costumes são bem diferentes, os hábitos alimentares têm levado à decadência minha sáude. Já não me encontro com tanta energia como antes.
Sempre fomos campeões em tecnologia, mas o momento aqui vivido é caótico. Imagine que para te escrever, tenho que usar a máquina datilográfica!
Estou ansioso para retornar ao nosso país. Aguardo apenas a liberação dos voos.
Abraços do coêlho desesperado!
P. S. A rainha de copas morreu afogada.

Equipe: Creuza Monteiro, Elizângela Rezende, Hermivânia Peixoto, Ivaneide Ferraz, Vilma Marcolino e Juciene Barreto

Paródia da fábula da Rã e do Escorpião

A Saga da Rã

Quando olhei o fogo ardeno
E o riacho que passava,
Eu já lembrei, eu me lasquei,
Não sei nadar, não vou passar!

Foi aí que vi a rã
E pensei vou me salvar.
Pedi a rã, ela negou,
Eu insisti, ela aceitou.

Já no meio da viagem
Tão feliz que eu fiquei
Foi sem querer,
que o meu ferrão
Quase matou a pobre rã

Que esperta aquela rã
Derrubou o escorpião
E se livrou do seu ferrão
Ele  morreu, o espertalhão.

Obs. O grupo também aproveitou a melodia da música  Asa Branca (Luíz Gonzaga)

Equipe:  Mário Maciel, Ailma Pereira, Eliete Lopes e Derisvan Alves







O meu olhar.

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costumo de andar pelas estradas
Olhando para direita e para esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que eu vejo a cada momento
 É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo... creio no mundo como num malmequer, porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele ( pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na natureza não é porque saiba o que ela é,
 Mas porque a amo, e amo-a por isso, porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
 Amar é a eterna inocência,
 E a única inocência não pensar...

By:   Fernando Pessoa.

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