terça-feira, 15 de novembro de 2011

9º Encontro

Neste dia 04 de novembro, realizamos o nosso penúltimo encontro. Começamos às 8:00 h com a leitura deleite: Inimigos ( Luís Fernando Veríssimo) uma crônica maravilhosa sobre o amor e o tempo. Rimos, refletimos e discutimos sobre o caráter provocante das crônicas. Feito isto, partimos para o estudo da unidade 21 TP 6 : Argumentação e linguagem. Lemos discutimos e resolvemos exercícios. Internalizamos a noção de que em sentido lato, todo ato de enunciação é argumentativo. Vimos slides com a explanação sobre tese e argumentos. Foi um momento produtivo. No período vespertino, estudamos as unidades 22, 23 e 24. Procedemos da seguinte forma: dividimos a turma em três grupos e cada grupo estudou, sintetizou e apresentou uma unidade. Foi interessante!
Discutimos também, novamente sobre a construção dos projetos, que devem me ser apresentados até 25 de novembro, no próximo encontro. O 10º, o último.
Também dediquei um tempo para falarmos sobre a organização do portifólio. Entreguei-lhes um cd com orientações para formatação do portifólio, bem como todos os TPS , AAAS  e avaliações de entrada e saída digitalizados. Iria , neste momento , entregar as avaliações de saída para serem aplicadas nas escolas, mas por responsabilidade da gráfica, só o farei no dia 25 - 11.
O Gestar II chega ao fim, fechamos um ciclo: o ciclo dos encontros mensais. Mas estes 10 meses de discussão, risos e estudo nos fornece novas perspectivas, novos olhares para outros ciclos, tantos outros que farão parte da nossa prática pedagógica, que nunca mais será a mesma depois do Gestar.
Sei que muitas dúvidas ficaram, porém sei também que muitos portais foram abertos para os meus queridos cursistas, que muitas foram as provocações e que estas é que serão as propulsoras das pesquisas que , cada um fará, de acordo com sua necessidade. O material do Gestar II é uma fonte inesgotável de possibilidades. Tenhamos sede, provoquemos sede em nossos alunos, pois a fonte Gestar é nossa!
Agradeço a todos e todas que estiveram comigo nesta jornada: meus cursistas, meus colegas de curso, meu professor Madson Diniz, minha querida Betânia Soares.
“Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”, João Guimarães Rosa.



  •  Meu eterno carinho!






  • Finalizo com a sabedoria de João Cabral de Melo Neto.

    Tecendo a manhã

    Um galo sozinho não tece uma manhã:
    ele precisará sempre de outros galos.
    De um que apanhe esse grito que ele
    e o lance a outro; de um outro galo
    que apanhe o grito que um galo antes
    e o lance a outro; e de outros galos
    que com muitos outros galos se cruzem
    os fios de sol de seus gritos de galo,
    para que a manhã, desde uma teia tênue,
    se vá tecendo, entre todos os galos.

    E se encorpando em tela, entre todos,
    se erguendo tenda, onde entrem todos,
    se entretendendo para todos, no toldo
    (a manhã) que plana livre de armação.
    A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
    que, tecido, se eleva por si: luz balão.

    Vejamos os melhores momentos: